Workshop de Água Tinta com lápis de cera, orientado por Anja Percival

 

Anja Percival é uma gravadora inglesa que vive e trabalha em Durham e que desenvolveu uma técnica de água tinta partindo de desenho em lápis de cera. Temos o privilégio e a oportunidade de a poder receber em 2020 em Lisboa, para a realização de um workshop na oficina da Associação de Gravura Água-Forte.

 

Sobre Anja Percival,

Foi depois de iniciar uma carreira científica que estudei Artes Plásticas em Falmouth College of Arts, onde descobri a minha paixão pela gravura. Entre 2005 e 2009 gastei a maior parte do tempo a trabalhar em diferentes oficinas de gravura em Copenhaga e Odense, mas em Dezembro de 2009, voltei a fixar-me no Nordeste da Inglaterra.

Trabalho predominantemente no meu estúdio em Fowlers Yard, Durham. Fascinam-me as diferentes atmosferas que a luz cria no meio ambiente. Durante o tempo que vivi na Dinamarca fui imensamente inspirada pelos arredores. O meu trabalho deixou-se influenciar pelos cenários mais “urbanos” onde vivia. Depois de regressar a Durham no final de 2009, mantenho um grande interesse em representar espaços urbanos atravessados por diferentes qualidades de luz.

A minha palette de cores é relativamente ténue… Sinto que cores fortes desviariam a atenção das subtis variações de tonalidades nas minhas imagens. Foco-me frequentemente em espaços que não incluem a figura humana… uma vez que o movimento interferiria com a quietude da composição. A escolha dos meus temas é geralmente bastante comum (por exemplo o interior da minha casa, ou a paisagem que diariamente cruzo a caminho do trabalho), mas é o efeito que a luz tem dentro destes espaços, o que verdadeiramente prende a minha atenção. Um raio de sol, que se infiltre por momentos numa asala, pode alterá-la de repente, enchendo-a de energia e iluminando superfícies e texturas. É muito interessante ver a alteração que a luz provoca tornando notório o que antes não se destacava e revelando todo um novo nível de detalhe.

Especializei-me em água-forte sobre cobre, usando lápis de cera com as águas tintas. As minhas gravuras são todas desenhadas à mão, não uso fotografias ou imagens digitais. As águas-fortes são criadas diretamente sobre a chapa de cobre com um lápis de cera. Raramente começo pela linha, em vez disso concentro-me nas áreas de luz dentro da imagem, usando técnicas que se adicionam e que se constroem nas zonas que se manterão mais claras, em vez de construir a imagem com traço escuro e sombra. Então, durante o processo de impressão tinto a chapa como se a pintasse, com uma técnica denominada “à la poupée” – podendo variar a densidade e a cor de uma forma que me permite exagerar o efeito da imagem gravada.

 

 

About Anja Percival,

After initially pursuing a scientific career, I then studied Fine Art at Falmouth College of Arts, where I discovered my love for printmaking. Between 2005 and 2009 I spent the majority of my time working at several different printmaking workshops in Copenhagen and Odense, but in December 2009, I relocated back to the North East.

I now predominantly work from my studio in Fowlers Yard, Durham. I am fascinated by the different atmospheres that light creates in our environment. During my time living in Denmark, I was hugely inspired by my foreign surroundings. My work became influenced by the more ‘urban’ scenery within which I lived. After a re-location back to Durham at the end of 2009, I’m still very interested in depicting urban spaces that are infiltrated by different qualities of light.

My colour palette is relatively subdued… I feel that strong colour would detract the attention from the subtle tonal variations within my imagery. I frequently focus on spaces that do not include the human figure… as movement would interfere with the stillness of the composition. My choice of subject matter is usually quite ordinary (e.g. the inside of my own home, or the scenery I pass daily on the way the work) but it’s the effect that light has within these spaces that captures my attention. Infiltrating transient sunshine can suddenly transform a space, filling it with energy and highlighting surface form and texture. I find it really interesting to see light changing the unremarkable to the remarkable, revealing a whole new level of detail. 

I specialise in copperplate etching, using wax resist on aquatint. My etchings are all hand-drawn, I do not use any photographic or digital techniques. The etchings are created by working directly onto the copper plate with a wax pencil. I rarely start with line, but instead focus on the highlights within an image, using techniques that build on the areas that will remain light, instead of building up the image with dark line and shading. Then during the printing process, I apply ink to the plate in quite a painterly fashion - ‘à la poupée’ - that allows me to vary density and colour in such a way as to exaggerate the effect of the etched image. 

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